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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Alegria do Senhor é a Nossa Força!


“Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs de pé. Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E levando as mãos; inclinaram-se e adoraram o Senhor com o rosto em terra... Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia. Neemias, que era governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam todo o povo lhe disseram: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não pranteeis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei. Disse-lhes mais: Ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si, por que este dia é consagrado ao Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. Os levitas fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; e não estejais contristados. Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhe foram explicadas.” (Neemias 8.5,6,8-12)

O contexto da passagem citada no texto acima foi um dos momentos mais marcantes na história do povo de Israel. Após muitos anos de exílio da Babilônia, o povo pôde voltar à sua terra, reconstruir os muros da cidade de Jerusalém e resgatar as tradições perdidas. Para isso, contou com as lideranças de Esdras e Neemias. Houve uma comoção geral quando o livro da Lei foi encontrado. Num primeiro instante, as pessoas choraram de alegria e depois foram orientadas pelos líderes do povo que fizessem festa, que se alegrassem.

O povo entendeu essa orientação e promoveu uma grande festa para celebrar tudo o que estava acontecendo, mas principalmente pelo resgate da presença de Deus, consubstanciado pelo achado do livro da Lei. O mote para que fizessem festa foi de que “A Alegria do Senhor é Vossa Força!”

Buscar a alegria e vivenciá-la é a meta de todo ser humano. Não há ninguém, em sã consciência, que não afirme que o maior objetivo de sua vida seja “ser feliz”. Nesta busca cometem-se os maiores absurdos, porque vale tudo para se conseguir a experiência da alegria. Talvez o maior exemplo desse absurdo seja a festa mais popular do Brasil: o carnaval. Todo o frenesi que se dá em torno do carnaval tem como objetivo promover a alegria. Não é segredo para ninguém que tudo acaba em cinzas na quarta-feira. Além dos instrumentos utilizados para promover a festa – que não são os mais aceitáveis –, ainda se tenta produzir a alegria de fora para dentro, do exterior para o interior. A alegria não é causa, é efeito. A festa do carnaval pode produzir muita coisa, mas a verdadeira alegria ela não produz.

A verdadeira alegria é um estado de espírito, ou como o apóstolo Paulo chamou, é “fruto do Espírito”. Não é uma questão simplesmente religiosa, mas é o resultado da manifestação da Presença de Deus a partir do íntimo das pessoas, que se propaga coletivamente criando um ambiente de comoção que vai do choro ao riso e vice-versa. A experiência de se vivenciar a Alegria que vem do Senhor resulta, com certeza, em festas e celebrações, que são formas de se mostrar o sentimento que existe. A verdadeira alegria não fica escondida e nem camuflada; ela certamente se evidencia e é a grande força daquele que Teme ao Senhor!

Na Alegria do Senhor!

Rev. Dídimo de Freitas

(Extraído do site: http://www.anep-ipb.org.br/artigo.asp?tipo=2&artigo=08-02)

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