"Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!" Salmos 19:14
Bem Vindo à IP Jaraguá
Organizada em 04/02/2007
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Uma palavra para os semeadores de hoje
Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos.
Alguns lutam a vida inteira contra problemas maiores que eles. É a seca do sertão que causa fome e desesperança, a exclusão social – do corpor e da mente - nas grandes cidades, enfermidades e epidemias que assolam, sem piedade, justamente os lugares com menos assistência de saúde.
Alguns trabalham longe, voando pelos ares para atender os que se escondem nas matas ou nas beiras dos pequenos rios. Sempre mais um lugar a chegar e uma nova barreira a ultrapassar. Outros trabalham perto, lutam nas selvas de pedra. Seu povo não alcançado encontra-se em condomínios fechados, no frenesi das ruas, hospitais lotados, escolas e cárceres. Falam de Jesus e saem de casa orando por oportunidades diárias - e não as perde.
O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, alguém a ajudar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.
Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando o horizonte que se aproxima e trazendo à memória o que pode nos dar esperança.
Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor.
Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma semente há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos àquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, você é incapaz, o povo nunca muda, o problema é grande demais, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente.
Lançamos as sementes que o Senhor nos deu e quase sempre há um preço alto a pagar, por isto choramos enquanto semeamos.
Tenho observado os semeadores. Uma enfermeira brasileira atendeu 221 pessoas em um só dia na África sob um calor de 42 graus durante 17 horas ininterruptas. Era uma epidemia que chegava e os próximos dias seriam mais difíceis. No Marrocos um missionário Britânico, para trabalhar com os moradores do lixo, passou também a viver no lixo, durante anos e anos. Um jovem Ganense viajou todo seu país alertando sobre a AIDS, de bicicleta e só, com um sorriso nos lábios. Era ele mesmo portador do HIV. Um pregador de rua, falando em uma praça em Manaus, incansável durante horas em uma segunda feira a tarde. Gritava e dizia: hoje é meu dia de folga, e estou aqui e não em casa porque vocês são importantes para Deus. As sementes são diferentes. Para lançá-las é preciso chorar pois freqüentemente há um preço a pagar. Um pagou com o suor, outro com a abnegação, ainda outro dedicou seu tempo e o último entregava seu único dia de folga. Pague o preço, lance a semente e sirva a Jesus.
Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.
Andar e chorar é cumprir a missão. É também um grande privilégio. Um dia você voltará... mas talvez não seja hoje. Se você pensou em desistir da sua caminhada e o coração, abatido, não encontra mais prazer em semear, olhe para o alto e faça um compromisso com seu Deus: mesmo chorando, andarei um pouco mais! Sim, haverá o dia de voltar para a nossa casa, a casa do Pai... mas ainda não chegou. Na força do Senhor continue a caminhar... e chorar... e semear... e sorrir, porque estamos aqui, na lavoura do Pai. Não há lugar melhor.
(Extraído do site: http://www.ipb.org.br/portal/artigos-e-estudos/227-para-quem-sai-andando-e-chorando)
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A Alegria do Senhor é a Nossa Força!
“Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs de pé. Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E levando as mãos; inclinaram-se e adoraram o Senhor com o rosto em terra... Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia. Neemias, que era governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam todo o povo lhe disseram: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não pranteeis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei. Disse-lhes mais: Ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si, por que este dia é consagrado ao Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. Os levitas fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; e não estejais contristados. Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhe foram explicadas.” (Neemias 8.5,6,8-12)
O contexto da passagem citada no texto acima foi um dos momentos mais marcantes na história do povo de Israel. Após muitos anos de exílio da Babilônia, o povo pôde voltar à sua terra, reconstruir os muros da cidade de Jerusalém e resgatar as tradições perdidas. Para isso, contou com as lideranças de Esdras e Neemias. Houve uma comoção geral quando o livro da Lei foi encontrado. Num primeiro instante, as pessoas choraram de alegria e depois foram orientadas pelos líderes do povo que fizessem festa, que se alegrassem.
O povo entendeu essa orientação e promoveu uma grande festa para celebrar tudo o que estava acontecendo, mas principalmente pelo resgate da presença de Deus, consubstanciado pelo achado do livro da Lei. O mote para que fizessem festa foi de que “A Alegria do Senhor é Vossa Força!”
Buscar a alegria e vivenciá-la é a meta de todo ser humano. Não há ninguém, em sã consciência, que não afirme que o maior objetivo de sua vida seja “ser feliz”. Nesta busca cometem-se os maiores absurdos, porque vale tudo para se conseguir a experiência da alegria. Talvez o maior exemplo desse absurdo seja a festa mais popular do Brasil: o carnaval. Todo o frenesi que se dá em torno do carnaval tem como objetivo promover a alegria. Não é segredo para ninguém que tudo acaba em cinzas na quarta-feira. Além dos instrumentos utilizados para promover a festa – que não são os mais aceitáveis –, ainda se tenta produzir a alegria de fora para dentro, do exterior para o interior. A alegria não é causa, é efeito. A festa do carnaval pode produzir muita coisa, mas a verdadeira alegria ela não produz.
A verdadeira alegria é um estado de espírito, ou como o apóstolo Paulo chamou, é “fruto do Espírito”. Não é uma questão simplesmente religiosa, mas é o resultado da manifestação da Presença de Deus a partir do íntimo das pessoas, que se propaga coletivamente criando um ambiente de comoção que vai do choro ao riso e vice-versa. A experiência de se vivenciar a Alegria que vem do Senhor resulta, com certeza, em festas e celebrações, que são formas de se mostrar o sentimento que existe. A verdadeira alegria não fica escondida e nem camuflada; ela certamente se evidencia e é a grande força daquele que Teme ao Senhor!
Na Alegria do Senhor!
Rev. Dídimo de Freitas
(Extraído do site: http://www.anep-ipb.org.br/artigo.asp?tipo=2&artigo=08-02)